O post a seguir foi motivado por uma conversa que tive recentemente com uma pessoa cuja identidade é irrelevante (no que se refere à confecção do texto, claro)...Como sempre, as idéias nele contidas não são novas...Mas sim a vontade (e as ferramentas) para expressá-las...
A intenção aqui é unicamente a de comentar um tipo de indagação muito comum nos diálogos cotidianos, especialmente naqueles em que são relatadas experiências pessoais marcadas por escolhas e decisões importantes. No meu caso, costumo ouvir bastante esta pergunta (ainda que atualmente com uma frequência um pouco menor), em virtude de ter cursado (e concluído) duas faculdades. Claro, não só por isso, mas também devido a algumas decisões tomadas num passado recente, relacionadas a uma mudança de emprego (e cidade), dentre outras. Mas a dupla graduação acaba sendo de fato a causa mais comum.
Na verdade, o que geralmente ouço são variações da mesma pergunta, tais como:
“Se pudesse voltar atrás, faria veterinária novamente?”
“HOJE (enfaticamente), você faria Administração de novo?”
“E se você pudesse voltar atrás, com a cabeça que tem hoje...? Faria novamente os dois cursos?”
E por aí vai...
Antes de comentar, analisemos o real significado deste tipo de questionamento.
Quando alguém pergunta, referindo-se a uma decisão tomada no passado, se faríamos tudo da mesma forma novamente, ela na verdade está munindo-se, conscientemente ou não, das seguintes SUPOSIÇÕES:
1) Ser possível voltar no tempo;
2) Voltar no tempo, munido de todo o conhecimento acumulado no período que transcorreu (“com a cabeça que você tem hoje”)
3) Voltar no tempo, com o conhecimento adquirido e com a possibilidade de fazer as mesmas escolhas do passado.
Agora leia novamente com muita atenção as suposições acima... Ora, será que este tipo de pergunta é pertinente...? Porque veja bem: Quando uma pessoa me pergunta se caso eu “voltasse atrás”, eu faria veterinária e/ou administração novamente, antes de responder qualquer coisa, costumo repassar mentalmente estas suposições, para então dizer: CLAAAAARO QUE NÃO!
Meu amigo, você ACHA que se eu pudesse voltar a 1999 (quando entrei na primeira universidade), sabendo TUDO o que sei hoje (“com a cabeça que tenho hoje”), eu faria faculdade disso ou daquilo?? Nove anos de estudo, para ainda ficar ralando por um "lugar ao sol"...??Isso seria pensar muito pequeno, e desperdiçar uma ENORME oportunidade!
Eu compraria ações da Google!! Lá por volta de 1999 ou 2000, quando ela ainda era um pequeno site de buscas! Ou então, criaria um site para upload e disponibilização de vídeos na internet, e venderia por alguns milhões de dólares para a primeira empresa que aparecesse, muito antes dos donos do You Tube sequer sonhassem em fazê-lo... E muito mais! Idéias não me faltariam nesses 10 anos que eu REviveria... Aí sim, só para não ficar com uma mente ociosa, eu até faria algum curso superior....Talvez gastronomia, música ou turismo...Veterinária???? Administração??? Tá louco... Mas será que isso significa que sou um profissional frustrado? Acho que não, né....
Alguns podem estar pensando que estou viajando....E de fato estou...Mas só porque a viagem MESMO está na pergunta...Estou apenas ilustrando a forma pela qual geralmente eu respondo a este tipo de coisa, como sinal de protesto diante de uma “discussão” que julgo totalmente improdutiva.
A vida é feita de escolhas, desde seus primeiros momentos... E não sei quanto a você, mas EU não gosto de ficar martelando minha cabeça com aquelas que NÃO fiz....Pensando nos famosos “e se’s”. É como dizem alguns sábios conhecidos meus, adeptos da cultura popular: “Se minha avó fosse uma carreta, eu teria 16 rodas”...Ou então, “Plantei 10 pés de “se” lá no fundo de casa, e até agora não vingou nenhum...”.
Ou seja, quer perguntar se eu faria igual ou diferente, fique à vontade... Agora, que fique claro (pelo menos para mim é), que se trata de uma pergunta “viajante” e fantasiosa, do tipo: “E se a lua fosse mesmo feita de queijo?”...ou.. “Se você pudesse ser um animal, qual você seria...?”. E não uma pergunta de caráter “analítico”, de quem está tentando deixá-lo inseguro de suas próprias escolhas, ou tentando encontrar algum tipo de arrependimento, como forma de amenizar o SEU próprio (de quem pergunta), por ter deixado de fazer suas escolhas e ter tomado suas próprias decisões na vida...
E aí...? Se você pudesse escolher, leria este texto de novo...?rs
A intenção aqui é unicamente a de comentar um tipo de indagação muito comum nos diálogos cotidianos, especialmente naqueles em que são relatadas experiências pessoais marcadas por escolhas e decisões importantes. No meu caso, costumo ouvir bastante esta pergunta (ainda que atualmente com uma frequência um pouco menor), em virtude de ter cursado (e concluído) duas faculdades. Claro, não só por isso, mas também devido a algumas decisões tomadas num passado recente, relacionadas a uma mudança de emprego (e cidade), dentre outras. Mas a dupla graduação acaba sendo de fato a causa mais comum.
Na verdade, o que geralmente ouço são variações da mesma pergunta, tais como:
“Se pudesse voltar atrás, faria veterinária novamente?”
“HOJE (enfaticamente), você faria Administração de novo?”
“E se você pudesse voltar atrás, com a cabeça que tem hoje...? Faria novamente os dois cursos?”
E por aí vai...
Antes de comentar, analisemos o real significado deste tipo de questionamento.
Quando alguém pergunta, referindo-se a uma decisão tomada no passado, se faríamos tudo da mesma forma novamente, ela na verdade está munindo-se, conscientemente ou não, das seguintes SUPOSIÇÕES:
1) Ser possível voltar no tempo;
2) Voltar no tempo, munido de todo o conhecimento acumulado no período que transcorreu (“com a cabeça que você tem hoje”)
3) Voltar no tempo, com o conhecimento adquirido e com a possibilidade de fazer as mesmas escolhas do passado.
Agora leia novamente com muita atenção as suposições acima... Ora, será que este tipo de pergunta é pertinente...? Porque veja bem: Quando uma pessoa me pergunta se caso eu “voltasse atrás”, eu faria veterinária e/ou administração novamente, antes de responder qualquer coisa, costumo repassar mentalmente estas suposições, para então dizer: CLAAAAARO QUE NÃO!
Meu amigo, você ACHA que se eu pudesse voltar a 1999 (quando entrei na primeira universidade), sabendo TUDO o que sei hoje (“com a cabeça que tenho hoje”), eu faria faculdade disso ou daquilo?? Nove anos de estudo, para ainda ficar ralando por um "lugar ao sol"...??Isso seria pensar muito pequeno, e desperdiçar uma ENORME oportunidade!
Eu compraria ações da Google!! Lá por volta de 1999 ou 2000, quando ela ainda era um pequeno site de buscas! Ou então, criaria um site para upload e disponibilização de vídeos na internet, e venderia por alguns milhões de dólares para a primeira empresa que aparecesse, muito antes dos donos do You Tube sequer sonhassem em fazê-lo... E muito mais! Idéias não me faltariam nesses 10 anos que eu REviveria... Aí sim, só para não ficar com uma mente ociosa, eu até faria algum curso superior....Talvez gastronomia, música ou turismo...Veterinária???? Administração??? Tá louco... Mas será que isso significa que sou um profissional frustrado? Acho que não, né....
Alguns podem estar pensando que estou viajando....E de fato estou...Mas só porque a viagem MESMO está na pergunta...Estou apenas ilustrando a forma pela qual geralmente eu respondo a este tipo de coisa, como sinal de protesto diante de uma “discussão” que julgo totalmente improdutiva.
A vida é feita de escolhas, desde seus primeiros momentos... E não sei quanto a você, mas EU não gosto de ficar martelando minha cabeça com aquelas que NÃO fiz....Pensando nos famosos “e se’s”. É como dizem alguns sábios conhecidos meus, adeptos da cultura popular: “Se minha avó fosse uma carreta, eu teria 16 rodas”...Ou então, “Plantei 10 pés de “se” lá no fundo de casa, e até agora não vingou nenhum...”.
Ou seja, quer perguntar se eu faria igual ou diferente, fique à vontade... Agora, que fique claro (pelo menos para mim é), que se trata de uma pergunta “viajante” e fantasiosa, do tipo: “E se a lua fosse mesmo feita de queijo?”...ou.. “Se você pudesse ser um animal, qual você seria...?”. E não uma pergunta de caráter “analítico”, de quem está tentando deixá-lo inseguro de suas próprias escolhas, ou tentando encontrar algum tipo de arrependimento, como forma de amenizar o SEU próprio (de quem pergunta), por ter deixado de fazer suas escolhas e ter tomado suas próprias decisões na vida...
E aí...? Se você pudesse escolher, leria este texto de novo...?rs
vc tá pegando mto pesado
ResponderExcluirvou meter um recesso desse blog