terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A hipocrisia da corrupção

(se é sua primeira visita, acesse o post do dia 02 de dezembro antes de iniciar a leitura...)


Embora grande parte das idéias que compõe este texto já permeie minha mente há alguns anos, minha motivação para finalmente escrevê-lo originou-se em acontecimentos recentes, e excessivamente noticiados pela mídia, que os denominou como sempre, de forma convencionada e impactante, como o fantástico “Mensalão do DEM”.

Se você é do tipo de pessoa que só abre o jornal para procurar o horóscopo e as palavras-cruzadas, ou que só o assiste pela televisão para saber se vai chover amanhã, cumpre-me informar-lhe (de forma extra-resumida) que se tratam das denúncias de recebimentos de propina envolvendo o governador do DF, José Roberto Arruda (dentre outros deputados, empresários, etc.), trazidos à tona por meio de gravações do tipo “Pegadinha do Mallandro” (câmera escondida), que produziram cenas quase tão engraçadas quanto àquelas protagonizadas pelo próprio Ivo Holanda, como por exemplo, aquela em que os caras se abraçam e rezam agradecendo à “bênção” recebida.

Pois bem, introduções à parte, o ponto-chave deste texto é que a corrupção já está tão enraizada na cultura do brasileiro, indo MUITO além dos limites da política, que grande parte de nós nos esquecemos disso, e saímos por aí atirando pedras contra nossos próprios telhados sem nos darmos conta.

O brasileiro tem como hobby, excomungar seus governantes (e demais figuras que tenham algum tipo de poder). Praticamente já nasce com esta vocação...Ok, talvez isto seja um exagero...Ele não propriamente nasce com ela, e sim a desenvolve ao longo dos anos, à medida que presencia, desde muito cedo, seus adultos-modelo discursando energicamente sobre como o Brasil é sujo. Políticos? Todos ladrões. Empresários: Ganham dinheiro roubando. Juízes: Comprados. Policiais: Corruptos.
Entretanto, ao fazê-lo, a maioria esmagadora desta “massa crítica”, esquece que a “matéria-prima” que é empregada para fazer um político, empresário, juiz e policial, é a MESMA, ou seja, um brasileiro como ele, eu, e você, que praticamos tão assiduamente este mesmo “hobby”. Mas por que será que esta relação entre uma coisa e outra é tão frequente (e convenientemente) esquecida?

O que ocorre, é que nós brasileiros costumamos fazer uma interessante distinção, quando se trata deste tão “familiar” tema - a corrupção. A distinção é simples: quando se trata deles, ou seja, das figuras que geralmente xingamos, é corrupção. Porém, quando se trata de nós, os termos são outros, embora diante de fatos bem semelhantes: é o tradicional “jeitinho”, ou os mais atuais “esquemas”, ou ainda, as descoladas “manhas”...E é impressionante como de repente, um mesmo fato instantaneamente muda radicalmente seu posicionamento em nossa mente, indo de algo sujo, podre e maculado, para algo vantajoso, inocente e inteligente. E nem precisaria mencionar pois é óbvio, mas a origem desta distinção é a mesma, ou seja, os conceitos transmitidos ao longo das gerações, não só de forma vertical (dos mais velhos para os mais novos), mas também de forma horizontal, entre amigos, colegas de escola, trabalho, mídia, televisão, novela, cinema, música, etc. etc. Enfim, todo o mix que compõe a chamada cultura de um povo.

Pode parecer exagero, mas é mais verossímil do que pode parecer. Há diversos exemplos de alguns “esquemas” que são mais comuns do que se pensa, pois não precisamos de câmeras escondidas ou denúncias anônimas para revelá-los, já que estão presentes em nosso dia-a-dia, e são praticados pela maioria de nós.

Um deles (talvez o meu “preferido”, dada a proximidade que tem com meu círculo social) é o da carteirinha de estudante falsa, que muitos confeccionam (ou compram) para ter direito ao desconto de 50% no valor de ingressos de cinemas, teatros, shows e afins. Ora, quantos de nós já não fizemos isso, ou ao menos não conhecemos alguém que o tenha feito? Estamos falando de um crime, ou no mínimo uma contravenção (se fôssemos levar a coisa ao pé-da-letra)... Falsidade ideológica (se a carteirinha for verdadeira, mas a pessoa não é estudante), falsificação de documento (se for um caso de carteirinha falsa) e estelionato. Ah, claro...Mas aí não é corrupção... Aí é um “esquema”... cuja única função, é o de lesar empresas de entretenimento. Empresas que investem no país, que geram empregos e que pagam impostos... Ah sim, mas os valores dos ingressos são absurdos! Fazemos isso como uma forma de lutar contra o maligno sistema dos preços abusivos de ingressos! Abaixo à máfia dos cinemas e shows! Que pensamento mais idiota...É exatamente o mesmo que dizer “ não concordo com o preço exorbitante de uma Ferrari, portanto, roubei uma”. Ou então, financiei-a, mas resolvi pagar apenas 50% das parcelas, pois acho que está mais do que bem pago... Quem te OBRIGOU a ir ao cinema? Alguém teria te enganado, prometendo preços de ingressos mais baixos, e não cumpriu? Não meu caro...O preço é ESTE, e se você pode pagar, aproveite..Do contrário, procure uma diversão que caiba em seu orçamento...

O pior é que todos sabemos muito bem que não se trata de uma prática fundamentada em limitações orçamentárias...Muito pelo contrário... Posso estar sendo injusto, mas nunca vi um pobre falsificando uma carteirinha de estudante para pagar meia entrada...Afinal, quem pode pagar R$ 7,50 num cinema, pode pagar R$ 15...Ou colocando de forma inversa, para ressaltar o raciocínio: Quem NÃO PODE pagar R$ 300 num ingresso do Cirque du Soleil, NÃO PODE pagar R$ 150 tampouco... Portanto, mais uma vez, não se trata de limitação financeira...Mas sim de gente que acha que está levando vantagem...Economizando...Burlando uma “falha do sistema”...

Tenho MUITOS amigos que fazem isso, e são financeiramente muito bem sucedidos, ao menos para pagar as entradas inteiras. E tenho certeza de que você, leitor, também tem alguns.
Saber fazer a conta necessária para concluir que 50% de desconto é vantajoso, todos sabem...Porém, há algumas outras continhas que nessas horas ficam além de toda a “esperteza” do brasileiro. Por exemplo, as pessoas pensam que “tudo bem” aplicar um micro-golpe como este, PORQUE o preço do ingresso é alto...Mas o que elas não percebem, é que o que apontam como causa, é, na verdade, consequência..Ou seja...O valor da entrada é caro, por conseguência do excesso de “estudantes”.. A conta é simples..As empresas sabem muito bem qual é o seu “ponto de equilíbrio”, e quanto precisam faturar para que seus investimentos sejam compensados, deixando-lhes o lucro que esperam...Por isso, na hora de confeccionarem seus preços, já consideram que um “X”% de seus clientes enquadrar-se-ão nos meio-pagantes, e assim, elevam seus preços da entrada inteira, de modo a mesmo as meias ainda constituírem valores satisfatórios... Já se sabe que se a legislação brasileira fosse diferente, capaz de regulamentar com mais critério esta questão, não seria necessário cobrar-se preços tão abusivos, pois o aumento do volume de vendas compensaria os valores menores (preços mais baixos – mais ingressos vendidos)... Mas como ainda não é o caso...Parabéns, falsos “estudantes”...Por causa de vocês, assistir ao MESMO espetáculo em São Paulo, custa mais do que em Londres, Paris e Nova York... Só que nestas outras localidades a renda per capita é só um pouquinnho superior do que a nossa, né....

Eu gosto de explorar este exemplo, pois como eu disse, é muito próximo a minha realidade...Porém, há muitos outros, conhecidos por todos nós..A “cervejinha” para policiais de trânsito, por exemplo...Quem nunca participou de uma destas “contribuições”, quer seja ativamente, quer seja presenciando quem o fizesse? E o engraçado, é que todos nós não hesitamos em chamar policiais de corruptos, agora, lembremo-nos dos conceitos de corrupção ativa e passiva...Quem é mais corrupto? O que recebe, ou o que dá? Ora, eu nunca vi um policial arrancar dinheiro de alguém...Em 99% dos casos que já presenciei (ou tomei conhecimento), existe um padrão na sequência dos acontecimentos...Algo como: abordagem – insinuação – oferta (por parte do abordado) – aceitação. Qualquer um de nós nessa hora, poderia dizer... “Desculpe-me Sr. Policial (se chamar de guarda eles ficam loucos, acreditem), mas pode aplicar-me a multa, pois tenho pressa”...Até já conheci pessoas que fizeram isso, só de pirraça, para não contribuir com este círculo vicioso...Mas a partir da vigência do novo código de trânsito, através do qual as multas passaram a ter um caráter não apenas monetário (ou seja, acarretam também nos temidos pontos na carteira), cada vez menos tenho visto este tipo de atitude...

Está muito longe do propósito principal deste texto, transmitir uma falsa imagem a meu respeito, como a de alguém que jamais praticou nenhuma modalidade de corrupção (pois não creio nas outras denominações eufemísticas). Mas pelo menos, tenho plena consciência disso, e não sou como a maioria das pessoas, que do alto de sua hipocrisia, ousam considerarem-se distintas daqueles que, no frigir dos ovos, são “farinhas” que saíram dos mesmos “sacos” que eles (liguem para o Guiness, pois creio ter atingido o recorde de metáforas culinárias numa única sentença).
Mas o que permite uma pessoa “normal”, como eu e você, praticar estes atos de forma tão natural, sem produzir uma só mácula em sua consciência? O que estaria por trás da inocência do “jeitinho”? Ora, é simples...Aqueles que o praticam, de maneira geral armazenam o fato em suas consciências associado a pensamentos do tipo “não estou fazendo mal a ninguém”.. “Não estou roubando, nem matando..”. E será que o que passa na mente de um “político corrupto” no momento de um recebimento de propina, por exemplo, é muito diferente disso? Creio fortemente que não...Esses caras, ao contrário do que muitos imaginam, não são salafrários cruéis, que riem histericamente enquanto desviam dinheiro de criancinhas famintas...Nada disso... São pais de família, gente de carne e osso, que pratica seus atos, justificando-os para suas consciências por meio dos mesmos artifícios...Seguindo a linha de raciocínio do “não estou matando ninguém....”. Mas estão matando sim (tanto os primeiros, como os segundos)..Estão matando a integridade de um povo...E funcionalidade de todo um sistema. Um Paulo Maluf, por exemplo, ao qual se atribui o bordão “Rouba, mas faz” (que, diga-se de passagem, jamais foi dito por ele próprio, e sim foi sabiamente criado por seus adversários), ao superfaturar uma obra pública, certamente mune-se deste tipo de pensamento... “Não estou fazendo mal a ninguém...Muito pelo contrário...Esta obra ajudará milhares de pessoas”...Obrigado, Paulão! Esse é mesmo o cara...

Bom, o tema é polêmico mesmo, e eu poderia ir até mais longe...Mas creio que já me fiz entender. Se você, depois de tudo isso, acha que eu estou defendendo os políticos corruptos, devo avisá-lo(a) que me interpretou erroneamente. Meu intuito foi o de tentar despertar um pouco de senso auto-crítico sobre nossas próprias ações, e dizer que enquanto esta cultura não mudar (e para isso, temos que começar escolhendo muito bem o que dizer a nossas crianças, pois da nossa geração para trás creio já não ter muito mais jeito), continuaremos permitindo que os pequenos Arrudas e Maluf’s que moram em cada um de nós prossigam com seus “esquemas” totalmente “inofensivos”, mas que tanto prejudicam o aproveitamento real do potencial que nosso país tem de ocupar de fato, um lugar entre os maiores.


PS: Só para constar: eu me formei em abril de 2009, mas minha carteirinha da faculdade tem validade até 2010...Autêntica, diga-se de passagem (e não adulterada)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Falta de Tempo X Falta de Prioridade

(se esta é sua primeira visita ao blog, aconselho que acesse o post do dia 02 de dezembro antes de iniciar a leitura dos demais...)


Esta é uma de minhas “teorias” mais difundidas, o que significa única e exclusivamente que muitos de meus amigos estão bastante familiarizados com ela. Na verdade, alguns já devem até estar um tanto quanto saturados de tanto me ouvirem “pregá-la”... Mas para os “first timers”, a mesma pode vir a ser de alguma valia.

Esta teoria foi PLASMADA (como costumava dizer Joãozinho, meu professor de Ética do primeiro semestre da Administração, como sinônimo de algo que toma forma) à medida que eu escutava as pessoas repetirem frases como “não tenho tempo”...Frases estas que por motivos óbvios, vêm sendo repetidas com cada vez mais frequência, juntamente a outros jargões da vida contemporânea (como a tal da “correria”, que se ao invés de metafórica, tivesse um sentido literal, não haveria problema de obesidade no mundo...)

Mas a corpulência destas idéias cresceu mesmo por volta de 2005, época na qual eu trabalhava das 8h às 18h, seguia para a faculdade das 18h30 às 22h50, e fazia academia das 6h às 7h30.... Rotina esta que perdurou por 1 ano e meio, até a academia fechar (acontecimento este pelo qual confesso não ter colhido sequer uma lágrima...). E na mesma época, era comum escutar algumas pessoas dizendo que gostariam muito de fazer o que eu fazia (academia, faculdade ou pós-graduação, curso de idioma, etc.), mas não o faziam porque “não tinham tempo”... E por se tratarem de pessoas conhecidas, eu sabia um pouco sobre suas rotinas, que eram consideravelmente menos atribuladas que a minha, consistindo basicamente no esquema trabalho-casa-trabalho... Foi então que comecei a fazer alguns questionamentos, tais como: “Por que eu consigo e elas não?” “Será que meu dia tem mais do que 24 horas....?”

Foi então que eu percebi onde estava o “X” da questão... Tanto o trabalho, como a academia e a faculdade, na época representavam caminhos que eu traçara rumo a objetivos muito bem definidos. Ou seja...Tratavam-se de PRIORIDADES...

O dia tem 24 horas para todos nós...A administração destas 24 horas é que faz toda diferença... Imagine o seguinte diálogo:

A: Eu faço um curso de pós-graduação das 19h às 22h30, após o trabalho.
B: Sério?? E que horas você chega em casa?
A: Umas 23h...
B: Mas que horas você tem de estar no trabalho no dia seguinte?
A: Às 8h... Acordo às 6h30..
B: Então você não dorme mais do que 6 horas e meia por noite, certo?
A: Durante a semana, não...Tiro o atraso aos finais de semana..
B: Ah, é por isso que eu não faço um curso destes.. Não tenho tempo.. Eu chego em casa cansado, e TENHO que dormir 8 horas por dia, pois do contrário no dia seguinte fico um caco...

Quantos de nós já não protagonizamos (ou presenciamos) um diálogo semelhante, quer seja no papel de “A” ou de “B”?? A questão aí é muito simples.. Para “B”, dormir é uma PRIORIDADE, ou seja, ele não abre mão disso por nada... Diferentemente do “A”, que tem o MESMO intervalo de tempo disponível (ou seja, entre o término do trabalho e o retorno ao mesmo no dia seguinte), porém, divide-o entre seu sono e seu curso.. A diferença entre os dois, é que dentro de algum tempo, “A” será pós-graduado em alguma coisa que lhe será produtiva...E “B”, será o quê? Um “pós-dormido”...? O que não lhe proporcionou nada além de algumas horas menos de VIDA...

Outro ponto que costuma sofrer muito com a DESPRIORIZAÇÃO por parte daqueles que “não têm tempo” diz respeito às interações sociais. Visitar um amigo, telefonar para um parente distante, escrever um email para alguém dando notícias, procurar saber de um ex-colega de trabalho com o qual se perdeu contato...Exemplos de atividades que devem demandar um tempo descomunal, já que cada vez menos se consegue encaixá-las em rotinas tão repletas de “correria”...

Aqueles que são do time dos que estão quase de saco cheio desta minha “teoria” certamente já me ouviram dizer: “E se ao invés de visitar um amigo, fosse uma sessão de quimioterapia? Ambas com duração média de meia hora. Aí você teria tempo?” "Não damos um telefonema para um amigo ou parente que duraria 10 a 15 minutos, mas ficamos uma hora escutando a musiquinha da operadora de celular, a fim de tentar entender porque aquela cobrança veio errada...A prioridade, nestes casos, é a de resolver algo que parece requerer uma solução “emergencial”, e o amigo...bem...amigos sempre estarão lá para quando precisarmos deles, certo? Amigos são para estas coisas...Se for amigo de verdade, não vai se importar com nosso sumiço....Isso pode funcionar naquelas irritantes e piegas apresentações de Power Point que chegam por email (que eu costumo deletar imediatamente após o recebimento), mas na vida real é um pouco diferente, não? Relações humanas têm de ser cultivadas...Administradas com sabedoria....Pois do contrário, ruem. Isso sem contar o fato de que ninguém dura para sempre (talvez só o Oscar Niemeyer e o Silvio Santos), de modo que um dos pensamentos que mais deve popular as mentes dos participantes dos velórios, é aquele do tipo “por que eu não disse isso a ele em vida...?”. Pois é...Para ir ao aniversário “dele”, você nunca tinha tempo...Mas para o velório, todos sempre têm...Já pensou nisso? E pra quê?? Como se fosse uma compensação, por toda ausência anterior... Desculpem, mas no MEU, isto não será aceito...

Portanto, se você é daqueles que vivem reclamando da “falta de tempo”, vá até a janela mais próxima (CALMA! Não vou pedir que se jogue dela!), e contemple sua vida passando, e escorrendo por seus dedos, enquanto você faz aquilo o que faz de melhor: NADA (no que se enquadra dormir, ver novela, ficar no trânsito, jogar conversa fora no msn, etc.). REPRIORIZE suas atividades... Torne-as OBJETIVOS... Pois se você ficar esperando “ter tempo”, ou “as coisas darem uma acalmada”, para dar andamento em seus projetos (fazer um curso, entrar numa academia, aprender um idioma, dedicar-se a um hobby, etc), lamento dizer...Mas este tempo chegará sim...Mas será quando você não tiver mais a mesma saúde e disposição de hoje...Ou seja, quando se aposentar...Ou falecer...Bom, se você é daqueles que acreditam que a vida post mortem é tão ou mais excitante do que a atual, ótimo...Espere mesmo... Combine aquele jogo de futebol, ou aquele boteco com todos os amigos com os quais você não se comunicou no plano terreno por “falta de tempo”...Do contrário, é melhor começar se mexer...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Finalmente, meu blog sai do campo das idéias....

Já fazia algum tempo que eu vinha “ensaiando” criar um blog. O motivo era simples: seria uma forma de dar vazão a algumas idéias, “teorias” e opiniões sobre temas em geral, dos mais variados graus de relevância (desde os mais atuais e polêmicos, até os mais fúteis e toscos).

Diferentemente do que ocorre na maior parte da minha realidade, não estou aqui para ser politicamente correto, polido, ético, ponderado, e muito menos, preocupado com a aceitação ou não de minhas opiniões.

Em outras (e menos requintadas) palavras, não estou nem aí se o leitor vai ou não gostar do que está prestes a encontrar, pois como diz Chris Tucker para Jackie Chan no filme “A Hora do Rush” (Rush Hour, 1998): aqui neste espaço, “I’m the president, I’m the emperor, I’m the king....”. E se não gostar, clique na casinha do seu navegador, e volte a sua home page.

Para alguns de meus amigos mais próximos, para os quais muitas destas “teorias” não são novidade, muito do que se encontrará aqui parecerá repetitivo. Mas com o tempo, novas atualizações poderão acabar com esta impressão...Não que eu espere que alguém acompanhe assiduamente minhas postagens, mas enfim...

No mais, para aqueles que dispuserem da devida paciência: boa leitura!

Obs: Criei este título pensando no oposto daqueles que têm suas idéias "publicadas" após sua morte...E meio que inventei o termo "Préstumas" como um neologismo para designar o antônimo de "póstumas"...Eu avisei...Aqui EU MANDO...

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