Esta é uma das minhas teorias que classifico como de “importância menor”...Não que as demais façam tanta diferença assim na vida alheia...Mas é que esta é um pouco mais tosca mesmo...Dessas que eu costumava “pregar” ora em mesas de bar, ora em horários de descontração nos tempos de faculdade (Adm), na presença meu então fiel seguidor, Bielzinho “Bahia” Veronese.
Antes de mais nada, cumpre-me transmitir (a quem não sabe), ou relembrar (para quem algum dia já viu) o conceito de trade-off, para que a idéia central do texto possa ser devidamente compreendida.
Antes de mais nada, cumpre-me transmitir (a quem não sabe), ou relembrar (para quem algum dia já viu) o conceito de trade-off, para que a idéia central do texto possa ser devidamente compreendida.
Trade-off nada mais é do que uma troca, na qual ao obter-se algum ganho ou evolução em algum aspecto, perde-se noutro, proporcionalmente. Aprendi este conceito na aula de Macroeconomia há alguns anos, quando, através da curva de Phillips, conhecemos o trade-off entre inflação e taxa de desemprego (no curto prazo). Em resumo, ela mostra que a cada ponto decrescido na taxa de inflação, aumenta-se em um ponto a taxa de desemprego (e vice-versa). A razão disso não vem ao caso agora, pois o objetivo aqui não é o de fazer uma revisão sobre Macroeconomia, mas sim o de fazer-me entender. O que deve ficar é: ganhou um ponto aqui, perdeu um ali.
Pois bem, tendo-se feito este nivelamento de conhecimentos, podemos prosseguir com a assim chamada (por falta de denominação melhor), teoria...
O conceito (ou, a aplicação dele a uma situação real) surgiu em minha cabeça em um momento em que eu, no auge de minha solteirice, costumava frequentar as mais diversas baladas de São Paulo, com destaque para algumas com temática dançante. Ora músicas latinas (salsa, zouk, merengue, etc.), ora samba-rock, ou até mesmo algumas de ritmos “avulsos”...Foi quando comecei a perceber que algumas pessoas (nas quais me incluo, tal como faço em todas as minhas teorias) tinham certa dificuldade para administrar alguns destes trade-off’s.
O primeiro deles é o trade-off desinibição X coordenação motora, aplicado à dança (vide gráfico ao final). A idéia é simples...Se você é tímido, e geralmente precisa lançar mão de um fator exógeno de desinibição (destes que se vendem em doses) antes de lançar-se numa empreitada dançante, certamente você já se viu diante dele...A cada ponto que você ganha no eixo da desinibição, o que lhe permite iniciar o processo (ou aprimorá-lo), você perde o mesmo ponto no eixo da coordenação motora, o que, caso não se encontre um certo equilíbrio entre ambos, acaba por inviabilizar todo o processo, provocando ou uma situação demasiadamente vexatória, ou minimamente eficaz. Ou seja, ou você ficará sóbrio, porém “travado”, ou ficará “solto”, porém, totalmente descoordenado..Pisoteando os pés de seu par, e rindo muito disso. Parece óbvio, mas a obtenção deste ponto de equilíbrio é um desafio...
Outro trade-off (que poderia até ser considerado uma variação do mesmo), é o coragem (ou desinibição mesmo) X retórica e argumentação amorosa. Só que neste caso, ao invés da dança, a técnica a ser trabalhada é a da conquista...(ou do xaveco, para os menos sofisticados). Ou seja, a cada ponto de coragem ganho, perde-se um de eloquência, coerência de idéias, criatividade, etc. Enfim, involui-se na assertividade amorosa, o que compromete diretamente o processo de comunicação direcionado à conquista da outra parte...E é justamente a má administração deste trade-off que causa situações como a do bêbado que chega totalmente autoconfiante, proferindo pérolas tais como: “Oi...que tal tomarmos alguma coisa juntos....tipo um banho..?” Ou então o criativo e eloquente, que fica no canto, observando com mil idéias de abordagem na cabeça, esperando a hora certa chegar, até que o que chega é a hora de ir embora...
Como eu disse, se você é no mínimo um pouco tímido, ou então não é nenhum cara-de-pau de marca maior (essa é sua hein baianinho), tipo um Remi Gaillard, certamente você já vivenciou algum destes trade-off’s...Quem sabe na próxima vez, munido da consciência de que eles não só existem, como também interferem diretamente em nossas vidas, você não consiga administrá-los com mais “eficiência e eficácia” (já que é pra lembrar das aulas de Adm, achei por bem encerrar com o maior clichê de toda a história da Administração moderna)

Sensacional!
ResponderExcluirquantas vezes já ouvi essa porra...e sempre q ouvia, o tradeoff já tava 9 a 1 pro arcool...
abcs!