(se esta é sua primeira visita ao blog, aconselho que acesse o post do dia 02 de dezembro antes de iniciar a leitura dos demais...)
Esta é uma de minhas “teorias” mais difundidas, o que significa única e exclusivamente que muitos de meus amigos estão bastante familiarizados com ela. Na verdade, alguns já devem até estar um tanto quanto saturados de tanto me ouvirem “pregá-la”... Mas para os “first timers”, a mesma pode vir a ser de alguma valia.
Esta teoria foi PLASMADA (como costumava dizer Joãozinho, meu professor de Ética do primeiro semestre da Administração, como sinônimo de algo que toma forma) à medida que eu escutava as pessoas repetirem frases como “não tenho tempo”...Frases estas que por motivos óbvios, vêm sendo repetidas com cada vez mais frequência, juntamente a outros jargões da vida contemporânea (como a tal da “correria”, que se ao invés de metafórica, tivesse um sentido literal, não haveria problema de obesidade no mundo...)
Mas a corpulência destas idéias cresceu mesmo por volta de 2005, época na qual eu trabalhava das 8h às 18h, seguia para a faculdade das 18h30 às 22h50, e fazia academia das 6h às 7h30.... Rotina esta que perdurou por 1 ano e meio, até a academia fechar (acontecimento este pelo qual confesso não ter colhido sequer uma lágrima...). E na mesma época, era comum escutar algumas pessoas dizendo que gostariam muito de fazer o que eu fazia (academia, faculdade ou pós-graduação, curso de idioma, etc.), mas não o faziam porque “não tinham tempo”... E por se tratarem de pessoas conhecidas, eu sabia um pouco sobre suas rotinas, que eram consideravelmente menos atribuladas que a minha, consistindo basicamente no esquema trabalho-casa-trabalho... Foi então que comecei a fazer alguns questionamentos, tais como: “Por que eu consigo e elas não?” “Será que meu dia tem mais do que 24 horas....?”
Foi então que eu percebi onde estava o “X” da questão... Tanto o trabalho, como a academia e a faculdade, na época representavam caminhos que eu traçara rumo a objetivos muito bem definidos. Ou seja...Tratavam-se de PRIORIDADES...
O dia tem 24 horas para todos nós...A administração destas 24 horas é que faz toda diferença... Imagine o seguinte diálogo:
A: Eu faço um curso de pós-graduação das 19h às 22h30, após o trabalho.
B: Sério?? E que horas você chega em casa?
A: Umas 23h...
B: Mas que horas você tem de estar no trabalho no dia seguinte?
A: Às 8h... Acordo às 6h30..
B: Então você não dorme mais do que 6 horas e meia por noite, certo?
A: Durante a semana, não...Tiro o atraso aos finais de semana..
B: Ah, é por isso que eu não faço um curso destes.. Não tenho tempo.. Eu chego em casa cansado, e TENHO que dormir 8 horas por dia, pois do contrário no dia seguinte fico um caco...
Quantos de nós já não protagonizamos (ou presenciamos) um diálogo semelhante, quer seja no papel de “A” ou de “B”?? A questão aí é muito simples.. Para “B”, dormir é uma PRIORIDADE, ou seja, ele não abre mão disso por nada... Diferentemente do “A”, que tem o MESMO intervalo de tempo disponível (ou seja, entre o término do trabalho e o retorno ao mesmo no dia seguinte), porém, divide-o entre seu sono e seu curso.. A diferença entre os dois, é que dentro de algum tempo, “A” será pós-graduado em alguma coisa que lhe será produtiva...E “B”, será o quê? Um “pós-dormido”...? O que não lhe proporcionou nada além de algumas horas menos de VIDA...
Outro ponto que costuma sofrer muito com a DESPRIORIZAÇÃO por parte daqueles que “não têm tempo” diz respeito às interações sociais. Visitar um amigo, telefonar para um parente distante, escrever um email para alguém dando notícias, procurar saber de um ex-colega de trabalho com o qual se perdeu contato...Exemplos de atividades que devem demandar um tempo descomunal, já que cada vez menos se consegue encaixá-las em rotinas tão repletas de “correria”...
Aqueles que são do time dos que estão quase de saco cheio desta minha “teoria” certamente já me ouviram dizer: “E se ao invés de visitar um amigo, fosse uma sessão de quimioterapia? Ambas com duração média de meia hora. Aí você teria tempo?” "Não damos um telefonema para um amigo ou parente que duraria 10 a 15 minutos, mas ficamos uma hora escutando a musiquinha da operadora de celular, a fim de tentar entender porque aquela cobrança veio errada...A prioridade, nestes casos, é a de resolver algo que parece requerer uma solução “emergencial”, e o amigo...bem...amigos sempre estarão lá para quando precisarmos deles, certo? Amigos são para estas coisas...Se for amigo de verdade, não vai se importar com nosso sumiço....Isso pode funcionar naquelas irritantes e piegas apresentações de Power Point que chegam por email (que eu costumo deletar imediatamente após o recebimento), mas na vida real é um pouco diferente, não? Relações humanas têm de ser cultivadas...Administradas com sabedoria....Pois do contrário, ruem. Isso sem contar o fato de que ninguém dura para sempre (talvez só o Oscar Niemeyer e o Silvio Santos), de modo que um dos pensamentos que mais deve popular as mentes dos participantes dos velórios, é aquele do tipo “por que eu não disse isso a ele em vida...?”. Pois é...Para ir ao aniversário “dele”, você nunca tinha tempo...Mas para o velório, todos sempre têm...Já pensou nisso? E pra quê?? Como se fosse uma compensação, por toda ausência anterior... Desculpem, mas no MEU, isto não será aceito...
Portanto, se você é daqueles que vivem reclamando da “falta de tempo”, vá até a janela mais próxima (CALMA! Não vou pedir que se jogue dela!), e contemple sua vida passando, e escorrendo por seus dedos, enquanto você faz aquilo o que faz de melhor: NADA (no que se enquadra dormir, ver novela, ficar no trânsito, jogar conversa fora no msn, etc.). REPRIORIZE suas atividades... Torne-as OBJETIVOS... Pois se você ficar esperando “ter tempo”, ou “as coisas darem uma acalmada”, para dar andamento em seus projetos (fazer um curso, entrar numa academia, aprender um idioma, dedicar-se a um hobby, etc), lamento dizer...Mas este tempo chegará sim...Mas será quando você não tiver mais a mesma saúde e disposição de hoje...Ou seja, quando se aposentar...Ou falecer...Bom, se você é daqueles que acreditam que a vida post mortem é tão ou mais excitante do que a atual, ótimo...Espere mesmo... Combine aquele jogo de futebol, ou aquele boteco com todos os amigos com os quais você não se comunicou no plano terreno por “falta de tempo”...Do contrário, é melhor começar se mexer...
domingo, 6 de dezembro de 2009
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Acho q só eu leio essa porra...rs
ResponderExcluirrealmente, já ouvi essa teoria várias vezes...assim como as outras..
Mas vamos ao que interessa:
1- Sempre te disse que essa teoria é comprovadíssima...aposto q até vc já se viu na situação de falar q nao tem tempo para tal coisa ( ou nunca esteve? )
2- Seu viado, vc faltou nos 2 ultimos anivs meu!
3- Fiquei puto...vê se vc aprende algo com sua teoria e arruma um tempo p vir a SP e sair comigo, seu CMM
abcs
GTV
Respondendo a meu querido primeiro leitor..rs
ResponderExcluirSó vc que lê sim..Por enquanto..rs
A beleza da teoria é esta...Ela é TÃO verdadeira, que NINGUÈM está livre dela...Nem mesmo eu...rs
Valeu!!! Abcs.
Ric, concordo plenamente com a sua teoria.
ResponderExcluirSe tem uma coisa que aprendi, é a falar e a fazer as coisas no momento presente, vc não sabe quando vai fazer a passagem, por isso não perco tempo!
E eu vivo me repriorizando!!!!!!!
Beijos